Políticas de mudanças climáticas em disputa: regularização fundiária e agroecologia no Pontal do Paranapanema (São Paulo, Brasil)
DOI:
https://doi.org/10.36920/enfbvz27Palavras-chave:
Território, Assentamentos de reforma agrária, Titulação, Segurança da posse da terra, ResistênciaResumo
As mudanças climáticas são inquestionáveis, mas suas formas de mitigação e adaptação estão em disputa. Enquanto políticas hegemônicas priorizam soluções tecnológicas e a segurança da posse por meio da regularização fundiária, emergem alternativas emancipatórias oriundas dos territórios, como as construídas por movimentos socioespaciais e socioterritoriais agrários. No Pontal do Paranapanema (oeste de São Paulo), essa disputa se explicita: o governo paulista promove uma política de regularização fundiária controversa, enquanto a população camponesa luta pela agroecologia. Este artigo analisa como políticas climáticas baseadas na regularização fundiária contribuem para o enfraquecimento da agricultura camponesa e como esses sujeitos constroem estratégias de enfrentamento à crise climática. Com base em metodologias quantitativas e qualitativas, demonstra-se que a política fundiária paulista opera como mecanismo de privatização da terra, sob a narrativa da segurança da posse, perpetuando a acumulação de capital. Nesse contexto, os camponeses se articulam e constroem a agroecologia como estratégia de resistência.
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