Quando a luta pela terra se transforma na luta pelo Cosmos: um panorama sobre a Virada Agroecológica no MST

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.36920/e0mxmz80

Palabras clave:

MST, Revolução Verde, Questão Agrária, falha metabólica, agroecologia

Resumen

O artigo analisa a agroecologia apropriada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra como uma resposta às contradições ambientais e sociais postas pela disseminação da Revolução Verde. O trabalho foi realizado a partir de pesquisa de campo na Escola Milton Santos de Agroecologia e do acompanhamento de falas públicas de dirigentes do Movimento. Parte-se da perspectiva de que a técnica agrícola não é neutra, mas uma expressão cosmológica da sociedade que a realiza. Nesse sentido, a análise se direciona para o agronegócio como realização de um cosmos mais amplo. O trabalho de campo combina a análise de eventos e a etnografia realizada com Seu João, militante que ajudou a regenerar uma área degradada pela mineração; esse movimento materializa a agroecologia como convívio e restauração da falha metabólica promovida pelo modo de produção capitalista.

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Biografía del autor/a

  • Miguel Amorim, Universidade Estadual de Maringá

    Mestrando em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), pelo programa PGC, orientado por Eliane Sebeika Rapchan e coorientado por Fagner Carniel, com bolsa do CNPq. Graduou-se em Ciências Sociais pela mesma instituição em 2024.

  • Eliane Rapchan, Universidade Estadual de Maringá

    Docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais-UEM, pesquisadora pós-doutoral no Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra e pesquisadora colaboradora no LAAAE (Laboratório de Arqueologia, Antropologia Ambiental e Evolutiva) do IB-USP. Desenvolveu pós-doutorado no LEEH-IB-USP sob supervisão do Prof. Walter Neves (2010-12) e no IP-USP (2005) sob supervisão do Prof. César Ades. Concluiu o doutorado em Ciências Sociais pela Unicamp (2000) consolidando sua carreira na dedicação à pesquisa em teoria antropológica com ênfase na abordagem das trajetórias intelectuais, das relações natureza/cultura e das relações entre a antropologia sociocultural e as biociências, em especial a primatologia, a antropologia biológica e a etologia, à luz da antropologia da ciência, das ideias e do conhecimento. A pesquisadora é membro da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e do Grupo de Estudos de Antropologia da Ciência e da Tecnologia (GEACT). Participa, também, dos seguintes Grupo de Pesquisa do CNPq: o Laboratório de Pesquisa em Antropologia (LAPA) e o Interfaces Humano Não-Humano (INUMA-UFS). É também pesquisadora associada ao Laboratório de Estudos Socioantropológicos sobre o Conhecimento e a Natureza (LESCON) da UFF

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Publicado

2026-08-13

Número

Sección

Dossiê: Movimentos Agrários, Participação e Políticas Públicas: Conflitos e Resistências

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